King James Version
A tradução inglesa de 1611, a mais influente da língua inglesa.
Idioma: Inglês · Licença: Domínio público
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Novo Testamento
Outras traduções
Sobre a King James Version
Tradução inglesa de 1611 encomendada pelo rei Jaime I da Inglaterra, hoje em domínio público e uma das versões mais citadas da história.
Como a King James Version foi criada
A King James Version (KJV), também chamada de Authorized Version, nasceu da Conferência de Hampton Court, realizada em 1604. O rei Jaime I da Inglaterra autorizou uma nova tradução inglesa das Escrituras para substituir as versões concorrentes em circulação na época, especialmente a Bíblia dos Bispos, usada nas igrejas, e a Bíblia de Genebra, popular entre os puritanos e carregada de notas marginais de forte tom político.
O trabalho foi distribuído entre aproximadamente cinquenta eruditos, organizados em seis comitês sediados em Westminster, Oxford e Cambridge. Cada comitê recebeu um bloco de livros bíblicos, traduziu seu trecho e submeteu o resultado à revisão dos demais grupos, num processo colegiado que durou cerca de sete anos. A primeira edição foi impressa em Londres por Robert Barker em 1611.
O texto que se lê hoje corresponde, na prática, à revisão ortográfica e tipográfica de 1769, feita por Benjamin Blayney em Oxford, que padronizou a grafia e a pontuação sem alterar o conteúdo da tradução. É esse texto, livre de direitos autorais na maior parte do mundo, que está disponível neste site.
Como a KJV foi traduzida
- Os tradutores partiram do Texto Massorético hebraico para o Antigo Testamento e do Textus Receptus grego para o Novo Testamento, consultando ainda a Septuaginta e a Vulgata Latina em passagens difíceis.
- O método adotado foi essencialmente de equivalência formal: procurou-se preservar a ordem e a estrutura das frases originais sempre que o inglês permitisse, o que explica o ritmo solene e as construções incomuns do texto.
- Palavras acrescentadas para completar o sentido em inglês foram impressas em itálico nas edições originais, uma marca de honestidade editorial rara para a época.
- As instruções reais determinaram ainda que nomes próprios consagrados fossem mantidos e que não se incluíssem notas marginais doutrinárias, apenas referências cruzadas e alternativas de tradução.